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O egoísmo é um sentimento do interesse pessoal no qual apenas a própria satisfação conta. Ele provém do instinto e pode ser astuto e sagaz. No entanto, jamais será inteligente, visto que ele gera orgulho, prepotência, ingratidão, desordem, rebeldia, violência, de mesquinharia e indiferença.

Onde quero chegar?

Dias atrás, escutando novamente o disco Dehumanizer, do Black Sabbath, lançado em 1992, uma música, entre todas, me chamou atenção. A quarta música do lado B, denominada “I”, escrita por Ronnie James Dio (vocal), Geezer Butler (baixo) e Tony Iommi (guitarra), é uma poderosa canção, cuja letra fala sobre o egocentrismo. Ao escutá-la, pude sentir toda a fúria e vaidade proferidas pelo eu-lírico. A faixa é cantada com um tom impecável de soberba. Ronnie James Dio foi genial e nos entregou uma interpretação ímpar, como já é de seu estilo.

A música possui passagens nas quais o eu lírico cospe arrogância ao afirmar que, mesmo sendo apenas um, possui a força de uma legião. Típico comportamento soberbo.

“Eu sou perverso

Eu sou legião

A força em números

Uma mentira

O número é um.”

Após, o eu lírico ilustra perfeitamente a descrição de egoísmo que é apresentada no início da reflexão:

 

“Sim, eu sou gigante

Eu sou um monstro

Quebrando janelas

Nas casas

Construções de vidro

Rebelde, rebelde

Fora da lei sagrado

Ando acompanhado

Não tente isso

O poder está em um.”

O refrão da canção engloba tudo o que o egoísmo prega: eu! Tudo o que vejo é para mim!  – O egoísta pessoal se acha um ser especial, uma divindade não reconhecida, uma celebridade oculta no meio da plebe. Quer tudo para si. Olhando para o mundo aqui fora, percebe-se que nossa sociedade não está muito longe disso, uma vez que o egocentrismo está por todo lugar, em atitudes mais simples possíveis, como no passageiro que entra no transporte coletivo e corre para pegar o lugar vazio, sem olhar se tem algum idoso, alguma senhora grávida, ou uma mãe com criança, que precisaria trafegar melhor acomodado; ou naquele que procura furar a fila, tentando um jeitinho, desconsiderando os que chegaram antes dele.

“I”, perfeitamente executada pelo Black Sabbath, renomada banda precursora do Heavy Metal, consegue traduzir perfeitamente os pensamentos e sentimentos de uma pessoa egoísta e individualista. Uma obra-prima a respeito de um fator tão presente em nossas vidas.

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